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Todo dentista já foi criança

Paixão na primeira consulta

Todo Dentista já foi Criança #005
Dra. Paula Rollemberg 
O desejo em ser dentista começou muito cedo. Com 5 anos, em minha primeira visitinha ao consultório, eu fiquei fã. Dizia a todos que quando crescesse, eu seria dentista.

Fui uma criança muito tímida e o fato de ser gordinha, me fez sofrer muito com as chacotas dos coleguinhas. Hoje, o famoso bullying.

Como não tinha muito amigos, eu passei a me dedicar a coisas que as crianças da minha idade não curtiam. Eu gostava de assistir filmes americanos, séries como Jeane é um gênio, a Feiticeira, ouvir as musicas dos adultos como ABBA e Bee Gees.

Considero que minha infância foi meio adulta, pois eu gostava de interagir com pessoas sempre mais velhas do que eu. E isso foi bom. Apesar de ter sido filha única por quase 7 anos, adquiri um senso de maturidade antes do tempo.

Até chegar o tempo de escolher em definitivo minha profissão, dediquei bons anos a pintura em tela. Sempre gostei de artes manuais. Na época que tive que me matricular para o vestibular, o curso já tinha sido definido desde criança. Fiz 3 vestibulares para entrar. Nem acreditei quando passei. A essa altura eu já cursava Direito, mas abandonei quando a odontologia tornou-se realidade para mim. Hoje, moro longe da familia por essa grande e importante escolha de minha vida.

Abracei também a arte no açúcar. Por isso, meus pacientes acham que sou doceira para estar com eles nas duas situações da vida. Ou seja, vende o doce e cuida dos dentes. 🙂

Esta foto como dentista é, de todas que tenho, a mais especial. Estou com minha Tia e minha amada Vó. Ela ajudou a me criar e formar a pessoa que hoje sou. Daqui alguns dias faz 1 ano de sua partida. Obrigada Lico, pela oportunidade que me deu de homenagear a pessoa que tanto me amou e deixa meu coração cheio de saudade. 🙂

A Dra. Paula Rollemberg é dentista, especializada em halitose, mora em São Paulo e torce para o Corinthians por influência do marido. O seu hobby é quase uma segunda profissão: a arte do açucar. Faz lindos cupcakes, bolos e biscoitos que podem ser vistos e até encomendados no blog abaixo.

Blogs da Dra. Paula
Saudálito – http://saudalito.wordpress.com/
Doces e Cupcakes: http://paularollembergcupcakes.wordpress.com/

Você também poderá gostar de ver:

“Lico entrevista” Paula Rollemberg sobre “as bocas-gambás”…ou melhor, o mau hálito.

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“Ih, mas a Carmem Silvia vive inventando!”


Todo Dentista já foi Criança #004 
Dra. Carmem Silvia

Quando penso no que escolhi como profissão, sinto que desde criança tinha dentro de mim certos aspectos que aguardavam oportunidade para manifestarem-se através da profissão.

Desde criança gosto de movimento, de agitação, de alegria e de fazer, realizar coisas. Quando pequena, morávamos no sexto andar de um prédio, e minha maior alegria era poder subir correndo pelas escadas, fugindo da chatice dos elevadores. Subia como uma bala, voando escada acima, e sinto até agora a satisfação que isso me dava.

Outro aspecto que me lembro é de minha mãe dizendo: “Ih, mas a Carmem Silvia vive inventando!!”

E foi através do cuidar de crianças e das relações familiares, que acabei me realizando profissionalmente. Esse movimento que sempre adorei, encontro hoje na diversidade dos casos, nos desafios com cada criança e na necessidade de estar sempre “inventando”, o que faz parte de minha natureza.

O mundo das estórias, o mundo do faz de conta, o universo infantil é o que mais me alimenta. E escuto frequentemente como é bom ter alguém que goste de tratar dos dentes de crianças, pois esse é um tipo de dentista que dizem que não é “normal”!

Para mim, a alegria suprema é esse mundo, o da multiplicidade das manifestações infantis.

Por isso, trabalho exclusivamente com odontopediatria há 25 anos, tendo como companheiros inseparáveis, a homeopatia e a antroposofia, e os exemplos de Carl Jung, Humberto Maturana, Ximena Dávila e Daisaku Ikeda.

Dra. Carmem Silvia Patriani de Carvalho é odontopediatra, mora em São Paulo e simpatiza com a opinião de Rudolf Steiner, quando ele diz que a medicina deve ser pedagógica, e que a cura no futuro será através da palavra. 

Blog da Dra Carmem: http://www.clinicaamai.com.br

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Todo Dentista já foi Criança

Um belo vaso de flores ou um “paraquedas”.

Ser dentista nunca foi um sonho pra mim. Eu gostava mesmo era de desenhar! Ah, eu passava horas rabiscando com meus lápis de cor, minhas canetinhas, minhas ideias. A lembrança mais gostosa que eu tenho dessa época é a da esperança que eu nutria semanalmente em ver meus desenhos publicados na “Gazetinha” (encarte infantil da Gazeta do Povo, jornal aqui de Curitiba, publicado até hoje aos sábados). Meu pai enviava meus desenhos para o jornal e eu ficava na torcida. E algumas vezes tive minhas “obras” publicadas… era tão bom! Árvores, casinhas, cachorros… o que minha imaginação mandasse. Certa vez publicaram um desenho meu de cabeça pra baixo. Fiquei tão brava! Vai ver meu vaso com flores parecia um paraquedas… 🙂

O “ser dentista” só aconteceu muito tempo depois, quando eu já não era mais criança… pelo contrário, foi decisão de gente grande! Mas antes, como o meu sonho era ser desenhista, fui desenhar. E me formei em Desenho Industrial. “Ah, então você virou dentista porque não gostou do curso, certo?” Errado. Sempre gostei de ser designer, e ainda gosto. Só que percebi que, pra mim, desenhar é paixão, e não profissão. Certo dia parei tudo e decidi: vou ser dentista. E olha eu aqui! 🙂

O mais legal nessa história toda é que, por mais que não pareça, design e odontologia tem tudo a ver. O senso estético que o design me proporciona interfere diretamente no tratamento dos meus pacientes. Além disso, cada coroa, cada dentadura, cada restauração “bem no meio do sorriso” é puro design. No fundo, no fundo, todo dentista é meio designer. Mas eu, sou inteira. 🙂

Dra. Ana Paula Pasqualin Tokunaga (Ana Tokus) é cirurgiã-dentista (que quer ser ortodontista), designer e especialista em marketing. Nasceu, mora e trabalha em Curitiba. Seu time de coração é o Paraná Clube. Quando não está atendendo nem desenhando, gosta de tocar violão.

Blog da Ana Tokus: http://www.medodedentista.com.br

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Todo Dentista Já foi Criança

Qual o céu que não tem estrelas?

Eu sempre dormi muito pouco, desde novinho. E confesso que dei um certo trabalhinho para os meus pais, devido a essa constante falta de sono.
Então, para deixar meus pais dormirem um pouquinho, a minha querida avó ficava acordada comigo. Lembro-me que por diversas vezes fomos para o alpendre… ficávamos admirando o céu estrelado.

Minha avó mostrou-me o Cruzeiro do Sul, as Três Marias e a Estrela d’Alva e me contou como os antigos se guiavam pelas estrelas. Em uma noite de vigília, ela me contou a história dos três Reis Magos, que guiados por uma gigantesca estrela, chegaram à manjedoura do Menino Jesus. Hoje, acho que não dormia para ficar, na verdade, ouvindo as histórias e vendo as estrelas.

Certa noite, ela me perguntou:
– Qual céu que não tem estrelas?

Rapidamente, respondi:
– O céu do dia.

– Não! O céu da boca! Respondeu minha avó, já abrindo a boca e me mostrando que não tinha estrelas.

Depois, ela me jurou que de dia as estrelas continuavam lá no céu, só que a gente não via devido a forte luz do sol, que escondia o brilhinho das estrelas. Talvez, aqui, secretamente, olhando o céu da boca da minha avó, o destino tenha me marcado para virar dentista anos depois…

Dr. Leonardo Augusto é Ortodontista, o dentista que corrige a posição dos dentes. Mora em Belo Horizonte e trabalha na cidade Betim, em Minas Gerais. Seu time de coração é o Cruzeiro. Ele também gosta muito de ler e de acompanhar as novidades sobre tecnologia.

Blog do Leonardo: http://www.ortoblog.com/
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Todo Dentista Já foi Criança

“O tio dentista também já foi criança!

Uma história bem bacana da minha infância é justamente sobre a minha escolha profissional. Sabe aquela pergunta clássica “O que você vai ser quando crescer?” Então, enquanto muitos garotos queriam ser jogadores de futebol, pilotos de fórmula 1, astronautas ou coisas assim, eu queria ser… lixeiro! Isso mesmo!

Achava o máximo ver os garis andando pela cidade pendurados no parachoques do caminhão de lixo. Pensava que aquilo devia ser super divertido, trabalhar passeando pela cidade, recolhendo o lixo…

Lembro-me que ia ao supermercado com meu pai, adivinha pra quê? Andar em pé no carrinho (pelo lado de fora, claro), me imaginando no caminhão de lixo!

Confesso que a odontologia não era minha primeira escolha profissional. Mas acredito que um fato ajudou na tomada de decisão: perdi minha mãe muito cedo (com 14 anos) e ela sempre dizia que sonhava em ter um filho “doutor” e falava que eu seria dentista. Se fiz o certo, não sei, mas um dos motivos que me fizeram escolher a odontologia foi o fato de, dessa forma, poder prestar uma homenagem a ela.

Obrigado pelo convite para estrear este novo espaço do “A boca mágica”! Fiquei muito feliz e lisonjeado!”

O Gustavo é odontopediatra, o dentista que cuida da saúde bucal das crianças. Ele mora na cidade de Goiânia. Torce para o time do Atlético Goianiense. E nas horas vagas adora tocar violão.

Blog do Tio dentista: http://www.tiodentista.com.br/

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